Quando Pascoal Maria disse game, set and match, Djokovic, havia se passado exatas 5 horas e 53 minutos que o juiz português tinha dito ready? Play! Quase 6 horas. A final mais longa de um Grand Slam. Pra mim, o mais impressionante é que os dois monstros jogaram todo esse tempo em alto nível. Um jogo completo, emocionante. Antes do último ponto, em nenhum momento, conseguíamos dizer quem iria levantar a taça. Por vezes, fomos levados a crer que um ou outro jogador comandava a partida, crença que não durava 20 minutos, e vale lembrar que tivemos 18 intervalos de vinte minutos nessa partida.
Dizer que os dois mereciam o título tem um quê de demagogia, mas nesse domingo, 29 de janeiro de 2012, o que eu pude atestar, com toda certeza, é que a crueldade toda está no fato irrevogável de, em um jogo memorável como esse, um dos atletas ter que sair como perdedor.
Está claro, pra mim, que Rafa e Nole estão um degrau acima de todos – sim, incluindo Roger – os jogadores do circuito. Como estão voando! Djokovic vive uma fase mágica, uma supremacia. É lugar comum ficar levantando número de vitórias e derrotas do sérvio. Nadal, por sua vez, joga os torneios grandes de forma invejável. Como ele mesmo diz, Novak está levando todos os títulos, mas Rafa está sempre lá, nas finais, para dificultar e valorizar cada um deles. E, dessa vez, esteve muito perto da vitória, jogando muito bem, sendo menos passivo do que nas finais do ano passado. Nadal é um tenista incrível, não há como negar. O fato de não conseguir ganhar de Djoko já incomoda o espanhol e sua equipe de maneira insuportável, e o espanhol vai usar isso como motivação muito mais do que como frustração. Esperem grandes duelos, fiquem certos!
No mais, parabéns à Novak Djokovic e Rafael Nadal. Dois monstros. Dois campeões.
Destaque Brasil
1 – Bruno Soares mostrou que o ano promete. Ao lado do americano Eric Butorac, o mineiro alcançou as quartas-de-final em Melbourne, perdendo, em um jogo duríssimo, para Paes (IND)/Stepanek (CZE), que viriam a conquistar o título.
Nas duplas mistas, ao lado da Jarka, a história se repetiu. Perderam em um super tiebreak, novamente nas quartas, para Tecau(ROU)/Mattek-Sands(USA), que também se sagraram campeões!
2 – Bellucci jogou melhor no Australian Open do que em todo o segundo semestre de 2011. Perdeu para um top 20, mas pelo menos voltou a mostrar que tem jogo para encarar de igual pra igual esse tipo de adversários. Um alento para o Brasil Open.
3 – Mello supreendeu Tsonga, na segunda rodada. O francês claramente esperava um jogo mais fácil, e Ricardo vendeu caro. Espero que isso tenha um resultado positivo em seu jogo, adicionando confiança. Outro alento para São Paulo.
Exclusivo
Quem me segue no twitter já deve ter visto hoje pela manhã, mas vale repetir que a Jarka confirmou que vai jogar os outros Slams com Bruno Soares. Eles jogaram bem em Nova York e em Melbourne, agora a gente fica na torcida pra irem ainda mais longe em Paris! Jarka também flertou com uma visitinha ao Brasil. Vamos incentivar.
Novidades
A partir do próximo post, o blog terá sempre duas sessões fixas, uma para acompanhar os simplistas e outra os duplistas, obviamente com ênfase nos nossos números 1, Thomaz Bellucci e Bruno Soares, respectivamente.
Começo amanhã, com o torneio de Viña del Mar, em que Bellucci é cabeça-de-chave 3, com a companhia de Feijão, Mello Rogerinho. Soares, junto com André Sá, são cabeças-de-chave 1, nas duplas!
During the Majors, obviously, we will keep an eye on Bruno and Jarka, in english, so I can convince Bruno to make her pay us a visit! eheheh
Até amanhã, galera! Comentem aí!






